sábado, 24 de julho de 2010

A escolha da CBF foi por “perfil”, assim como foi a de Dunga






Convenhamos que a escolha de Mano Menezes, assim como a de Muricy Ramalho, não era seguida por clamores populares como seria a de Luis Felipe Scolari.

Porém, mantém sim, o critério monogâmico (por não se dividir entre seleção e clube). E mostra que o chamado “perfil” vale muito mais do que o currículo.

Luxemburgo acumula dezenas de títulos estaduais, nacionais, não internacionais. Porém conquistas importantes com times consagra dos como Corinthians, Santos, Palmeiras e Cruzeiro (esse em 2003 um time espetacular).

Felipão, é sim um fora de série, mas voltou para o Palmeiras, mais por estar afim de se reerguer, do que para reerguer o time do Palestra Itália. Além de fugir da “fria” que seria dirigir e talvez perder com a Seleção Brasileira uma Copa do Mundo em casa em 2014 e perder seu prestígio. Mas com títulos importantes, como a tão sonhada libertadores, e o nosso pentacampeonato em 2002.

Muricy dispensa comentários. Como diria o mestre Clóvis de Oliveira, “tetra-campeão” brasileiro, pelo quase título de 2005 e logo depois três consecutivos com o São Paulo Futebol Clube.

Além do folclórico Joel Santana, do técnico-técnico Antônio Lopes, e dos competentíssimos e multi-campeões, porém sem grife, Paulo Autuori e Abel Braga, dois vitoriosos.

Mas não se encaixam, no perfil desejado pelo Imperador Ricardo Teixeira, presidente da CBF. E sim Mano Menezes que venceu dois brasileiros, mas da Série B, que não são nem sombra do que é um campeonato Nacional.

Engrandecido pela mídia paulista, como foram Joel Santana pela Carioca e Adilson Batista pela mineira, Mano Menezes é um profissional inteligente, porém apenas normal.

Mano não conseguiu a tão sonhada Libertadores pelo S.C. Corinthians Paulista, mesmo com todos os nomes que pediu contratados. Não titubeou quando o irregular Souza era opção e dispensou o competentíssimo e já identificado Herrera no início de 2009.

Além de ter sido massacrado pelo Boca Juniors de Riquelme e Palermo, que desde aquele feito sucumbe em todas as competições disputadas na Argentina e na América do Sul.

Torçamos sim para que Mano Menezes, escolhido por perfil assim como Dunga foi, ter mais sucesso e ouvir os clamores e não se irritar como seu conterrâneo Gaúcho. E que o conterrâneo copiado seja Luis Felipe Scolari.

Um comentário:

  1. Grande Cassius, mais um meio para debatermos o futebol nosso de cada dia. Um abraço e boa sorte no seu blog!
    Adriano Moretto - www.futebolbarebilhar.blogspot.com.br

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